A Festa INNA ROOTSTYLE na sua segunda edição vem comemorar em grande estilo o primeiro ano do blog ROOTSTYLE REGGAE ROOTS www.rootstylereggaeroots.blogspot.com blog oficial da loja Rootstyle reggae shop ele com mais de 700 discos e vídeos postados e 60 mil acessos vem trazendo o que tem de melhor do REGGAE,SKA,ROCKSTEADY,DANC
EHALL nacional e internacional para download grátis .
contando com a parceria da radio RASTA REGGAE MUSI...C www.rastareggaemusic.com proporciona 24 horas de musica da melhor qualidade com um bate papo interativo o qual você participa da programação .

E esse ano com a parceria ROOTSTYLE RS/PINCEL DE RAIZ DREADLOCKS traz o 1° Encontro de Dreadlocks de campinas e região com o intuito de reunir homens e mulheres Dreadlocks da região para registro e confraternização mostrando que não somos poucos, com isso fazer diminuir o preconceito que não é evidente mas existe .
JUNTOS TEMOS FORÇA MAS UNIDOS TEMOS O PODER

10 HORAS DE FESTA COM AS BANDAS:

-NATURAL MISTYC
-MR.DICK
-JAH!MAICA ROOTS
- MALACABEZA SKA RÚSTICO

DJ'S

-DAVID COTURNADA(SKAndalosa)
-DJ ZÉZA (RASTA REGGAE MUSIC)
-ED LOVETE (RASTA REGGAE MUSIC)


-O MELHOR DO REGGAE,SKA,DANCEHALL,ROCKSTEADY,
-PISCINAS COM CASCATA
-CERVEJA LONG NECK A 1 REAL
-REFRIGERANTE,ICE ,ENERGÉTICO,LANCHES E PORÇÕES TUDO A PREÇO DE CUSTO.
- VÁRIAS SURPRESAS
- PAZ BEM E POSITIVIDADE
- TIPO JAMAICA

LOCAL:CHÁCARA CASCATA
Rua : Leonor Ponessi capeli 219 bairro santa Candida Campinas Sp
próximo ao anonimato motel,PrimeHall eventos...

INGRESSOS:
R$20,00 ANTECIPADO
R$30,00 NA HORA
Á VENDA NA
ROOTSTYLE REGGAE SHOP
R.Ferreira Penteado 389 / Dr.Costa Aguiar 468 3 Piso no central shoping ,centro ,campinas sp.
OU PELOS TELEFONES:
JADER(ROOTSTYLE)
19 9309 1539
19 8298 9877
LÉO (PINCEL DE RAIZ)
19 9106 7230
GUILHERME
19 9386 6101

SOBRE LEE "SCRATCH" PERRY


O músico, produtor, vocalista e poeta Lee Perry, alcunha de Rainford Hugh Perry, nascido em 1936 no vilarejo de Kendal, no interior da Jamaica, é um dos gigantes da música e sua história está diretamente ligada ao desenvolvimento dos principais estilos da sonoridade jamaicana.

Perry iniciou a carreira no final dos anos 50 quando foi trabalhar no Studio One de Coxsone Dodd, lendário produtor que, no início dos anos 60, comandou as gravações das primeiras canções de reggae. Em meados da década de 60, ele era um misto de mensageiro, técnico de som, compositor, deejay, segurança e também vocalista, mostrando todo seu ecletismo e criatividade.

Após brigar com Dodd depois de 7 anos de trabalho juntos, Perry foi trabalhar com outro produtor, este com bastante dinheiro, Joe Gibbs. Perry passou a comandar o selo de Gibbs, conseguindo alguns hits com suas produções, entre elas uma música onde fazia acusações diretas ao seu ex-patrão, dando mostras do seu gênio terrível e da sua forte personalidade. Não se entendendo com Gibbs, resolveu criar seu próprio selo, Upsetter. Ali Perry recrutou alguns músicos e montou uma banda de estúdio: The Upsetters.

Criado em 1968, The Upsetters incluia os irmãos Family Man e Carlton Barret no baixo/bateria, o guitarrista Alva Lewis, o tecladista Glen Adams e Max Romeo nos vocais. Em 1969 Perry emplacou um reggae instrumental na Inglaterra inspirado nos faroestes europeus estrelados por Franco Nero e Clint Eastwood: "Return of Django", o que rendeu seis semanas de shows dos Upsetters em solo britânico. Foi justamente nessa época que os caminhos de Lee Perry se cruzaram com os de Bob Marley, em termos profissionais, visto que eles já se conheciam dos tempos do ska, tendo ambos trabalhado com Coxsone no Studio One. Os dois gravaram algumas canções que marcariam depois a carreira de Marley como "Kaya".

As coisas estavam mudando na emergente cena reggae jamaicana, por causa do aparecimento de novos selos e produtores independentes, como Perry, que punham em xeque o reinado dos dois maiores produtores até então, Coxsone e Duke Reid. Os Wailers (Bob Marley, Peter Tosh e Bunny Wailer), que estavam sem produtor depois de terem feito sucesso e brigado com Coxsone, acabaram topando com Lee Perry.

Entre 1969 e 1970 as coisas funcionaram bem, mas em 1971 a ligação entre Lee Perry e os Wailers originais desandou. Tratando-se de personalidades fortes, foi até natural o rompimento da relação de amor e ódio que se estabeleceu entre eles, em meio à acusações mútuas. Apesar disso Perry trabalharia com Marley esporadicamente ao longo dos anos subseqüentes, como na gravação do importante compacto "Jah Live" e na concepção do álbum "Rastaman Vibration", além de outras produções que só agora vieram à tona, como a bela "I know a Place".

Com o fim da revolucionária parceria com os Wailers, Lee 'Scratch' Perry começou a construir um estúdio nos fundos de sua casa que viria a se chamar Black Ark, que ficou de pé de 73 à 79, sendo um pólo na nata musical jamaicana. A partir de instrumentos eletrônicos precários, Perry colocava efeitos como eco e linhas de baixo graves em canções de reggae, dando a forma do que é conhecido hoje como Dub. É dele o importante disco "Blackboard Jungle Dub".

A Black Ark foi uma potente usina musical, sob o comando de seu tresloucado construtor/comandante. O som do Scratch e de sua confraria marcou época com produções inovadoras e à frente do seu tempo.

Fontes:

You and me on a Jamboree, Dread Times (Massive Reggae)
Com as atenções do mundo voltadas para a Jamaica por conta do sucesso de Bob Marley, era natural que a música de Lee Perry se destacasse, levando-o à vôos internacionais. A Island Records assinou com ele um contrato de distribuição, e seu estilo acabou chamando a atenção de figuras como Paul McCartney e o Clash, que inclusive regravaria no seu primeiro disco a clássica 'Police and Thieves. Pra manter a tradição ele acabou rompendo com Chris Blackwell, chefe da gravadora, à quem também fez acusações através de suas músicas.

Lee Perry viveu esse período trancado no estúdio na maior parte do tempo, às voltas com intemináveis sessões de gravação regadas à álcool e ganja em profusão. As pressões da notoriedade começaram a ficar cada vez mais pesadas, com dezenas de dreads freqüentando a sua casa em busca de uma oportunidade de gravação ou de dinheiro (ele chegou a ser extorquido por traficantes e outros bandidos da ilha). Tudo isso, somado ao fato de suas inovadoras produções não estarem dando o retorno financeiro esperado (além de uma certa hesitação da Island em lançar os trabalhos mais experimentais), levou-o a sofrer uma séria crise nervosa, que o fez expulsar a pauladas todos os estranhos de sua casa. A partir de então ele foi abandonando aos poucos a produção no Black Ark. Após uma frustrada tentativa de retomar o estúdio, um incêndio que muitos dizem ter sido ateado por ele mesmo (embora a famiília negue), em 1983, enterrou para sempre a história da Arca Negra. Desde então muito se falou em reerguê-lo, mas nada de concreto foi realmente realizado para tanto.

Depois do incêndio, Perry acabou sendo abandonado por sua companheira, Pauline Morrison, cansada do seu estilo de vida. O acontecimento significou uma ruptura radical com o passado, onde ele resolveu não gravar mais com seus companheiros jamaicanos (principalmente os que usavam dreadlocks, uma implicância que iria durar por muito tempo), marcando o início de uma fase em que ele passou a ter um comportamento cada vez mais excêntrico.
Recebia jornalistas agindo de maneira estranha, em meio às ruínas do estúdio, totalmente cobertas de graffitis e outras pinturas, sempre com um discurso meio fora de órbita, poético, como um orador tresloucado e muito bem informado. Por essas e outras, ficou com fama de louco.
Perry passaria os anos seguintes errando entre a Europa e a Jamaica, chegando a morar em Londres por alguns anos. Nessa época participou de muitas produções, mas apenas algumas resultaram em álbuns acabados, mesmo assim de qualidade variável. Uma de suas decisões nessa época foi dar prioridade à auto-produção, embora de vez em quando aceitasse trabalhar para outros artistas.


Em 1987 aconteceu finalmente o retorno definitivo do gênio aos seus melhores dias. Trabalhando em conjunto com o produtor inglês Adrian Sherwood e a banda Dub Syndicate (cujo núcleo era formado pelos integrantes da banda Roots Radics), Perry lançaria o clássico 'Time Boom X De Devil Dead', muito mais do que uma obra-prima, foi a sua volta à cena em grande estilo, embora ele pouco tenha contribuído para dar forma à base instrumental deste disco (mas suas letras geniais e performance inspirada no vocal já bastaram). Na seqüência se seguiram outros excelentes lançamentos, como "From the Secret Laboratory", bem como várias reedições de suas agora lendárias produções dos anos 70, como a já citada "Open the Gate".

Depois de todas as atribulações de sua vida pessoal, que também foi bastante intensa (tem pelo menos seis filhos com várias mulheres), encontrou um refúgio seguro na Suíça, junto com sua nova esposa, Mireille Perry. Assim, Lee 'Scratch' Perry se mantém como um dos nomes mais importantes e decisivos na história do Reggae.

As produções realizadas nos últimos 15 anos fizeram com sua carreira como showman decolasse. O rei louco do reggae é hoje um artista muito solicitado para shows ao redor do planeta, quase sempre junto com outro produtor de grande talento: Mad Professor (nome que parece ter sido inspirado em Perry), com quem gravou vários álbuns nos últimos tempos.

Lee "Scratch" Perry continua a reinar soberano nos palcos e estúdios, cumprindo uma trajetória atribulada, mas vitoriosa. Depois de algum tempo longe da ilha natal, parece estar recebendo o reconhecimento devido de seus conterrâneos, pois recebeu, em agosto de 2002, o Lifetime Achievement Award, prêmio pelo conjunto da obra dado aos artistas jamaicanos de maior destaque. Em 2003 outra láurea importante, o Grammy, o mais importante prêmio da indústria fonográfica mundial, pelo álbum "Jamaican ET" .
Tendo em vista tantos nomes de peso da cena jamaicana que se foram nos últimos anos, pode-se dizer que Perry é um sobrevivente, para a sorte de quem puder encontrá-lo frente a frente em uma de suas loucas apresentações.
Fonte: Dread Times (Páginas Terra)